O artista francês Christophe Gosselin apresenta pinturas e desenhos em que trabalha o jornal como suporte, inspirado pelas notícias e informações impressas nele veiculadas. Ao intervir sobre tais conteúdos nos deixa entrever a origem da informação e abre um imaginário de fantasia que nos conduz a um elenco de figuras que parecem surgir de outro tempo.

Sobre a exposição “Diário impresso no tempo” de Christophe Gosselin

Em Paris, Christophe Gosselin descobre em seu atelier uma pilha de velhos jornais “Petit Parisien”, datados dos anos trinta do século passado. Começa então a criar pinturas e desenhos usando esses jornais como suporte, inspirado pelas notícias que um dia estiveram no centro dos debates e da conversação diária da cidade. O resultado passa a ser um arranjo de pinturas carregadas de uma poética pessoal que vai do humor à nostalgia. Seu interesse nos parece ser o de explorar as possibilidades desse espaço restrito (pré) ocupado por colunas, textos e imagens. Ao intervir sobre tais conteúdos nos deixa entrever a origem da informação e abre um imaginário de fantasia que nos conduz a um elenco de figuras que parecem surgir de um outro tempo, com seus personagens mundanos, seus cabarets, animando noites feéricamente iluminadas. Fica evidente no trabalho do artista muito do “affiche” francês, que teve seu auge no final do século XIX e revolucionou a maneira de informar. Em determinado momento artistas como Toulouse Lautrec passaram a produzir cartazes para shows e peças teatrais, mas também o fizeram como um meio específico de expressão, a produção criativa do artista integrada à comunicação objetiva do fato. Nesse período os jornais – diários impressos – ganharam popularidade e penetração na sociedade e artistas ilustradores conquistam espaço e visibilidade. Vale ressaltar um dos momentos decisivos do modernismo no século XX com Pablo Picasso e o gesto de colar diretamente sobre a superfície da pintura uma folha de jornal. Tal gesto parece nos falar da tentativa da arte naquele momento de incorporação do espaço real, a pintura como diário de algo vivido.  

Curadoria: Julio Castro

Venissagem: 07/10 às 10h

Local: AFN – 3º andar

Data: 7 a 31 de Outubro

Entrada gratuita

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